domingo, 30 de dezembro de 2012

Melhor? É impossível - Black Arrow


O ano de 2007, permitiu à formação oficial da Aston Martin e através do seu modelo DBR9 inscrito na categoria GT1, a obtenção da 5ª posição da classificação geral e 1º da sua classe nas 24 Horas de Le Mans, através da tripla de pilotos "David Brabaham/Darren Turner/Rickard Rydell", com mais uma volta do que o modelo adversário, o Chevrolet Corvette C6R com a formação "Johnny O'Connell/Jan Magnussen/Ron Fellows.
Trata-se de um Aston Martin com algumas particularidades relativamente a outras versões, sobressaindo por exemplo o menor número de janelas de arejamento que normalmente o capôt-motor destes modelos apresenta. Assim, a parte mais frontal surge demasiado lisa. Os seus retrovisores exteriores serão outro dos pontos a marcar alguma distinção relativamente aos seus irmãos de outras gerações.



E o minimodelo da Black Arrow?
Onde poderemos encontrar defeitos?
Na verdade eles também existem, mas só depois de miradas várias imagens do modelo real, vamos conseguindo decifrar algumas incongruências que diga-se, quase não existem. Poderemos referir por exemplo, a inexistência dos nomes dos pilotos que deveriam figurar na capota, entre a parte branca do tejadilho e a faixa amarela esverdeada que contorna as janelas laterais. A cor poderá merecer também uma chamada de atenção, pois no meu ver, deveria ser mais brilhante um pouco. Talvez o pormenor mais grave, se prenda com a existência de uma tomada de ar sobre o guarda-lama traseiro esquerdo e que no modelo surge apenas pintado de preto. Esse pormenor assim representado é verdade se atendermos ao lado direito, mas no esquerdo deveria ser mesmo uma entrada de ar com relevo e não apenas pintura.

 Modelo altamente detalhado, onde os ganchos de reboque ou a grelha traseira interposta entre os defletores inferiores e a carroçaria, não faltam.


Quanto ao resto, tudo na perfeição, retrovisores, pilares do aileron, faróis duplos e amarelos, ganchos de reboque, grelha traseira entre a carroçaria e os deflectores aerodinâmicos inferiores, cor das jantes, sticker's publicitários, tampografia, enfim, tudo na maior das perfeições e correcções. Referir ainda que tanto os retrovisores como as antenas, são feitas em material altamente flexível, o que diminuirá substancialmente a possibilidade de rotura destes órgãos.
Referir que toda esta qualidade se apresenta sob o maior dos requintes, algo que verdadeiramente já não se usa. Embalado numa caixa de cartão de alta qualidade e perfeitamente entalado entre esponjas, vem ainda munido de um conjunto de duas chaves específicas para se poder desmontar a carroçaria e numa pequena caixa de formato rectangular em acrílico transparente, um conjunto de 6 molas também perfeitamente acomodadas entre esponja, cujas cores branca, verde, amarela, azul e vermelho, representam distintas durezas das mesmas, encontrando-se tudo lacrado com selos de "Official Product".

 O seu peso total regista as 79g, um valor muito próximo dos mais recentes modelos vocacionados inteiramente para a competição. Será um bom indício de referência para o posicionar entre as melhores máquinas da actualidade.

 Com 21,1g de peso da carroçaria, situa-se 0,5g acima do peso do recentemente chegado ao mercado, o Honda HSV do fabricante Scaleauto. Constitui outra grande referência este registo, pois será nas carroçarias que a desvantagem dos pesos mais contará.

 Os rasgos existentes no chassis contarão para o ganho de flexibilidade do conjunto, aliado à opção de molas no berço, tanto à frente como atrás.

 O patilhão foge também às criações habituais, entrando os fios por cima, sendo o seu aperto feito através de parafusos pela parte da frente.
São contemplados também nos pilares de apoio do eixo da frente, os parafusos allen capazes de regular a altura do eixo do carro.
 A engrenagem de formato cónico tanto no pinhão como na cremalheira, permitem um ataque perfeito e suave.

 O berço trás de série molas brancas à frente e verdes atrás.

 Pormenor inovador, é a inclusão de um pilar de menor diâmetro junto dos pilares de aperto da carroçaria ao chassis, pois servirá para a introdução de parafusos allen que limitarão a basculação deste conjunto. Isto acontece em todos os pilares.
No entanto este trabalho poderá estar de algum modo comprometido, pois carroçaria e chassis parecem-me lateralmente demasiado justos. Assim, a basculação não me parece muito possível, a menos que dediquemos algum trabalho de modo a conseguir-se alguma folga entre ambos.

 Igualmente à frente, surgem os pilares duplos para afinação da respectiva basculação.

 Os parafusos métricos necessitam de chave apropriada, mas que se faz acompanhar do modelo.


 As jantes são de baixo peso, sendo plásticas à frente e de alumínio atrás.

E quando comparado com os Aston Martin já editados, como é?
Colocámo-lo entre um modelo da SCX (esquerda) e um da Superslot (direita) e a diferença é substancial. Se nos lembrar-mos que a carroçaria da SCX montada num chassis HRS da Slot.It, dava um carro de competição por excelência, será caso para elevarmos as expectativas relativamente ao desempenho dinâmico deste Black Arrow, já que a sua redução de altura aliada a conceitos mecânicos que parecem bem concebidos, poder-no-hão trazer algumas surpresas positivas.

 É significativa a diferença de alturas entre o agora chegado e os já existentes modelos.
 Mais largo, mais baixo e muito mais desenvolvido que os seus irmãos, este Aston Martin DBR9 deverá ser mesmo, uma verdadeira máquina de competição.

Ao que parece, nada foi deixado ao acaso e poderemos estar perante um novo caso de sucesso, numa fase tão crítica da economia mundial e sobretudo europeia. Mas louve-se o facto, de toda esta tecnologia e fabrico ser totalmente "Made In Spain". Estamos perante um modelo onde não se fazem notar as emendas dos moldes, coisa inédita, e ainda um muito pouco usual nas últimas criações, que é o casamento perfeito entre as medidas das rodas e as cavas da carroçaria. Batem absolutamente certo as rodas com o formato das cavas. Afinal, ao que parece, pode apresentar-se qualidade e preço sem se recorrer às produções chinesas, o que merecerá um louvor da nossa parte, a este fabricante.
Mas no final, uma pergunta se impõe: Será que tanta qualidade e requinte, virá de futuro a ser mantida?
Obrigado Black Arrow por esta lufada de inovações.

Este artigo foi possível, pela cedência do modelo que se encontra na colecção particular de Paulo Mendes. Os nossos maiores agradecimentos.