sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

E depois dos 1300, aí está a guerra dos 2000 - BRM

 A chegada do Opel Kadett GT/E, veio trazer o primeiro grande adversário directo do já conhecido Ford Escort, dos modelos de criação BRM.
 Como habitualmente, também neste caso fizeram-nos chegar não só duas distintas decorações, mas também duas versões cujos spoilers frontais os tornam distintos.
 E claro que agora Escort e Kadett tornar-se-ão adversários directos, cuja verdadeira diferenciação só poderá ser avaliada aquando das suas entradas para o verdadeiro terreno de combate.

  Os pesos mostram que os Escort sendo mais pesados que o modelo alemão, conferirão aos Opel alguma vantagem teórica.
 Os estranhos pneus que vinham a equipar os Escort, foram agora abandonados, passando a ser os mais convencionais slick's. À frente, ambos se encontram equipados de semi-eixos com camber negativo.
 Se por um lado uma maior distância entre eixos no Escort indiciará alguma vantagem pendente a seu favôr, o Opel acaba por registar uma maior distância entre o eixo traseiro e o patilhão, o que poderá conferir-lhe a si, algum benefício.
Por outro lado, detentor de uma traseira mais curta, poderá o Escort colher disso algum benefício.

 Dois tipos de jantes a equipar estas dois novos modelos, ajudam também a conferir uma imagem distinta entre eles.
As suas linhas estão bem conseguidas e mostram-nos de facto as linhas deste modelo, apesar de como sempre, a BRM falar ao nível de alguns pormenores.


Agora, obviamente, não descansaremos enquanto não vir-mos chegar o Alfa Romeo GTA e o BMW 2002, de entre mais alguns outros.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Grupo 5 GSC - Terceira prova, terceiro vencedor

 Com 15 pilotos participantes, a terceira jornada do Campeonato Grupo 5 organizado pelo Guimarães Slot Clube, foi uma vez mais disputado ao limite.
Com o lote de pilotos participantes a crescer e onde se pôde desta vez contar com as presenças de Marco Silva e André Mota, sentiram-se as ausência de José Pedro Vieira e a falta de Bruno Magalhães e Domingos Vinagreiro.
 De entre os presentes, percebia-se que Carlos Afonso trocava o seu fantástico BMW 3.20 da Sideways pelo M1 da Scaleauto e Rui Mota optava pelo M1 por troca com o seu Ford Mustang, apesar de se manter no fabricante. Como habitualmente, também Frasco Leite que apostava na primeira prova no Ferrari 512 BB, passando depois para o BMW M1 da Scaleauto, surgia agora com o bonito Ford Capri "Mampe" da Sideways.
E lá rumaram para a pista os bólides de acordo com a classificação do campeonato, onde Carlos Afonso ocupava a calha 1, justamente por essa razão, seguido de Rui Mota, Filipe Vinagreiro, Ricardo Moura, Frasco Leite, Albano Fernandes, Miguel Guerreiro e Filipe Carreiro, que estoicamente se continua a socorrer e a combater com o menos competitivo Porsche 935/78 "Moby-Dick".
E o arranque ditava imediatamente o mote pela qual se regeria a jornada, quando ao fim de quatro minutos, os seis primeiros classificados estabeleciam exactamente o mesmo número de voltas, Ficando Filipe Carreiro e Frasco Leite como os únicos a não terem conseguido aguentar a elevada pressão que se vivia no topo da classificação. Note-se que embora não se tendo igualado os melhores registos da anterior jornada, era preciso perceber-se que a pressão a que cada piloto se sentia intimidado, era suficiente para determinar a limitação dos seus desempenhos, onde as lutas se mantinham em pista verdadeiramente ao rubro. Carlos Afonso parecia querer mostrar que a troca de modelo parecia não afectar os seus desempenhos e Miguel Guerreiro surpreendia ao ocupara a segunda posição da geral.


 Para a segunda calha Rui Mota ficava de fora, perdendo-se assim uma das referências dos homens da frente, para que se conseguisse perceber como ficaria o equilíbrio entre os homens do comando da prova e entrava Miguel Sousa, um dos pilotos que costumamos vêr a participar, com a faca nos dentes de princípio a fim. Mas Carlos Afonso conseguia manter a liderança, apesar de continuar a ter como sua sombra, Filipe Vinagreiro e Ricardo Moura, já que conseguiam manter-se com o mesmo número de voltas. Apesar de se manter fora, Rui Mota mantinha o quarto posto conseguido na abertura apesar de se ver ultrapassado por Ricardo Moura que ascendia duas posições, mas porque Miguel Guerreiro descia de segundo a sexto classificado. Miguel Sousa  não iria na sua abertura além do sétimo lugar, à frente Filipe Carreiro e Frasco Leite.


E na terceira calha Filipe Vinagreiro arrebata a primeira posição a Carlos Afonso, mas é Miguel Sousa quem mais se aproveita, passando de sétimo a terceiro, apesar do mesmo número de voltas de Ricardo Moura. Também Albano Fernandes sobe ao quinto lugar, resultando destas boas participações a descida de Rui Mota para o sexto lugar. O entrado Miguel Antunes, não consegue ir além do nono lugar, uma posição à frente de Frasco Leite.


Na quarta calha, se as duas primeiras posições foram mantidas, assim como também a diferença anteriormente existente, é agora Ricardo Moura que ascende ao terceiro lugar por troca com Miguel Sousa. Mas é Miguel Antunes que mais dá nas vistas, com a subida de nono a sétimo e onde se começa a perceber a consecutiva queda de Miguel Guerreiro que se vê agora batido também por Filipe Carreiro. Acabado de entrar, Fernando Coelho também não tem o melhor dos desempenhos, conseguindo no entanto figurar à frente Frasco Leite, com este último a pagar caro o mau início de prova, onde a sua rapidez não não correspondia a um bom número de voltas.


A quinta calha permite a entrada de André Ferreira que com um início muito abaixo do expectante e que o levam a cumprir umas insuficientes catorze voltas, o posicionam no último lugar, atrás de Frasco Leite. Mas é à cabeça da classificação que acontecem as novidades de maior relevo, já que se Filipe Vinagreiro se cimento no primeiro lugar, Carlos Afonso se vê dramáticamente a caír para o quarto lugar, ultrapassado por Miguel Sousa, a fazer uma magnifica prova e também por Ricardo Moura, também ele a puxar dos melhores pergaminhos. As restantes posições eram mantidas, numa calha onde o melhor registo de volta era estabelecido por Miguel Sousa, mas longe de alguns  tempos já anteriormente vistos.


Mais uma partida e Miguel Sousa não consegue manter a posição à frente Ricardo Moura, descendo à terceira posição, numa calha em que Filipe Vinagreiro se consegue manter no comando da prova. Como nota de relevo, referir que a entrada de Jorge Seia o leva ao décimo segundo lugar, uma posição à frente do último classificado, André Ferreira.


 Sétima partida e é o regressado Marco Silva que parte para a pista, vindo a ocupar de imediato o décimo segundo lugar, à frente de Jorge Seia e André Ferreira. E na cabeça da prova, se Filipe Vinagreiro mantém a posição que já vem ocupando à algum tempo, é Miguel Sousa que assume novamente o segundo lugar, novamente por troca com Ricardo Moura que passa a ser o terceiro classificado. Todas as restantes posições se mantiveram tal como na calha anterior.


 E a primeira alteração na calha oito, acontece com a descida de Carlos Afonso, agora à sexta posição, deixando-se ultrapassar por Albano Fernandes e Rui Mota, que ascendem respectivamente a quarto e quinto classificados. Marco Silva assume também o décimo primeiro lugar relegando Frasco Leite à décima segunda posição. André Mota acabado de entrar, não conseguiu dos melhores desempenhos apesar de desfrutar de um dos melhores carros em prova, ocupando o lugar de fecho da tabela.


 Nona calha e Carlos Afonso consegue roubar o quinto lugar a Rui Mota, com este último acabado de retomar a prova. Mais relevante foi a ascensão de Fernando Coelho à oitava posição, obrigando Filipe Carreiro e Miguel Guerreiro a descer às nona e décima posições. Os restantes lugares, acabaram por pertencer aos mesmos participantes da anterior calha.


 Mas a décima calha traz-nos um Rui Mota verdadeiramente disposto a lutar pelos lugares cimeiros, vindo mesmo a estabelecer o recorde da prova, ao conseguir o notável tempo de 10.14 que lhe permite uma impressionante média de 10.75 e que o levaria imediatamente ao terceiro lugar da geral, enquanto Filipe Vinagreiro o primeiro e Miguel Sousa o segundo, observavam de fora este verdadeiro pressing imposto pelo seu rival, que conseguia já uma vantagem de uma volta sobre Albano Fernandes e Ricardo Moura, também este batido agora por Albano Fernandes. E era Ricardo Moura aquele que mais se via a perder, baixando ao quinto lugar. Na cauda da classificação, também André Mota consegue agora ultrapassar André Ferreira, ao imprimir um andamento feroz, em que o tempo de 10.78 bem o demonstra.


 Mas não terá sido tão relevante quanto na calha anterior o desempenho de Rui Mota, que não consegue agora melhor do que a manutenção da terceira posição, mas Ricardo Moura chega agora ao quarto lugar por troca com Albano Fernandes. Mas se Carlos Afonso não consegue saír do sexto posto, é Fernando Coelho que paulatinamente se vai aproximando dos primeiros lugares, tendo chegado ao sétimo lugar, relegando Miguel Antunes para a posição abaixo de si. E para baixo, tudo se mantinha inalterado.


 Começava a aproximar-se o final da jornada, mas começava também a levantar-se grande incerteza quanto ao desfecho da mesma, já que se assiste novamente a mais uma ataque por parte de Rui Mota que assume pela primeira vez o segundo lugar. Também com grande ritmo encontrava-se Ricardo Moura, mas não era ainda desta que levava a melhor sobre Miguel Sousa, que ocupavam as terceira e quarta posições. Carlos Afonso não se livrava da sexta posição e Fernando Coelho ficava na sua cola. Também Miguel Antunes conseguia manter-se seguro a meio da tabela, à frente de Filipe Carreiro, Miguel Guerreiro, Marco Silva, Frasco Leite, Jorge Seia, André Mota e a fechar, André Ferreira.


 E chegados à ante-penúltima participação, cálculos feitos mostravam que a disputa pelo primeiro lugar se deveria arrastar mesmo para o final da prova, onde tanto Filipe Vinagreiro como Rui Mota se aprontavam para ser os principais protagonistas. Miguel Sousa também conseguia afirmar-se como terceiro classificado, mas arredado da luta pelo comando. Albano Fernandes estava também muito bem na prova e parecia querer também ele protagonizar uma surpresa, mantendo-se nesta altura na quinta posição. Filipe Carreiro dispondo de uma das menos competitivas máquinas, surpreende igualmente ao assumir o sétimo lugar, numa ascensão de duas posições. Com isso sairiam prejudicados tanto Fernando Coelho como Miguel Antunes que passam respectivamente a oitavo e nono classificados. A restante tabela, mantinha-se inalterada.


 O fecho da penúltima calha mostrava que Rui Mota mantinha a toada verdadeiramente atacante que vinha imprimindo, encontrando-se agora com a diferença de uma volta para Filipe Carreiro, o piloto que mais tempo se havia conseguido manter no comando da prova. Mas Albano Fernandes surge também a conseguir impôr-se a Ricardo Moura, que se vê ainda e também batido na classificação, por Carlos Afonso. Era necessário descer na tabela até ao décimo lugar para se perceber outra das alterações, já que indo de mal a pior, Miguel Guerreiro entrega a posição a Marco Silva, numa guerra directa entre os Ford Capri, já que também a décima segunda posição pertença de Frasco Leite, correspondia consequentemente ao terceiro modelo igual. E partia-se então para o desfecho desta terceira jornada, com muitas incertezas e nervos à flor da pele.


E acabaria por ser uma décima quinta calha a ser vivida ao rubro e onde quase ao descer do pano, Rui Mota acaba por assumir a liderança, tornando-se assim no terceiro vencedor em três provas e onde tal como se esperava, o terceiro degrau do pódio viria a ser pertença de Miguel Sousa, piloto que conseguia também notável andamento. O quarto lugar, apesar de ter estabelecido menos duas voltas do que Miguel Sousa, mostrou também que consegue ainda imprimir excelente ritmo. Também Ricardo Moura acaba por conseguir impôr-se a Carlos Afonso, no que acabariam por ser os dois pilotos de quem mais se esperaria, conseguindo resultados que levariam Carlos Afonso a entregar o comando do campeonato a Rui Mota. Notável acabaria por ser a sétima posição conseguida por Filipe Carreiro, que com um Porsche muito pouco competitivo, conseguiu chegar a esta importante posição. Os restantes lugares, acabaram por manter-se inalteradas, acabando a posição de lanterna vermelha por pertencer a André Ferreira.






Perspectiva-se uma penúltima jornada de animosidade verdadeiramente acesa e onde previsões não se aconselham, dada a tremenda incerteza existente pelo equilíbrio entre as forças em presença.

Classificação actual do campeonato
1º - Rui Mota                          86 Pontos
2º - Carlos Afonso                  84 Pontos
2º - Filipe Vinagreiro              84 Pontos
4º - Ricardo Moura                 80 Pontos
5º - Albano Fernandes            78 Pontos
6º - Frasco Leite                      71 Pontos
6º - Filipe Carreiro                  71 Pontos
8º - Miguel Guerreiro             68 Pontos
9º - Miguel Antunes                62 Pontos
10º - André Ferreira                55 Pontos
11º - Fernando Coelho            43 Pontos
12º - Bruno Magalhães           42 Pontos
13º - Jorge Seia                       37 Pontos
14º - Miguel Sousa                 28 Pontos
15º - Domingos Vinagreiro    21 Pontos
15º - Marco Silva                   21 Pontos
17º - António Lafuente          17 Pontos
17º - André Mota                   17 Pontos