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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Avant Slot - Mas que novidades.. .

O fabricante Avant Slot apresentou recentemente uma série de modelos, sendo que alguns deles em novidade absoluta e outros, já replicados por outros fabricantes.

Ainda que por exemplo o Peugeot 306 Kit Car tenha já sido obra catalogada pela Ninco, o agora chegado atinge um novo patamar no que a performances e qualidade geral diz respeito.
Duas versões são abordadas sobre este Peugeot, ambos participantes em ralis espanhóis.


Novidade é o Toyota Yaris Rally 2 que recebeu três decorações, qualquer delas suficientemente apelativas para se perder a cabeça.



Porque todos eles dizem respeito a participações espanholas, é com natural entusiasmo que nuestros hermanos verão estas chegadas.




Mas as máquinas mais antigas mereceram igual destaque por parte da Avant Slot e por isso, vemos com especial agrado a chegada do Ford Sierra 4X4 ao panorama dos slot cars.



São para este modelo atribuídas duas decorações, com especial destaque ao que teve participação no Rali de Monte Carlo em 1994.

Mas a coqueluche é mesmo o lindíssimo Toyota Yaris WRC, cuja edição contempla a chegada dos cinco participantes oficiais desta marca na última edição do Rali de Monte Carlo.


A versão de Oliver Solberg vê-se em destaque perante os outros quatro participantes, pela inclusão da calandra frontal. Acaba assim por marcar a imagem mais radical, mas que na prática não acrescenta qualquer performance extra.


Parabéns Avant Slot.







quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

A aparência engana - Puma VS Yaris - Scalextric/SCX

Duas das últimas criações da Scalextric/SCX referentes a modelos da categoria maior do mundo dos ralis da actualidade, apresentam um visual enganador.
Quando olhados com despreocupação, fica a ideia de que o modelo americano apresenta cotas avantajadas relativamente ao pequeno nipónico.
Mas a realidade, mostra-nos que assim não é.
128,17 mm para o Puma, é o que se regista no paquímetro desde o lábio da frente até ao limite traseiro da sua carroçaria. Mas neste caso, será preciso acrescer mais 1,5 mm, que é quanto o chassis se prolonga para além do limite mais recuado da carroçaria. Portanto, para o Puma poderemos considerar 129,57 mm no total entre extremidades, aileron à parte. Enquanto isso, o Yaris regista nas mesmas condições, um máximo de 132,25 mm entre as extremidades frontal e traseira.
Mas quando nestas medições tomarmos em consideração a existência dos ailerons, assumirá o Ford 136,20 mm como comprimento total e 137,30 mm para o Toyota. Algo de pouca relevância, mas que permite constactar o quanto a imagem do pequeno Yaris se torna enganadora.
De maior importância para o desempenho dinâmico que cada um possa ter, já serão as suas alturas, onde o Ford torna a ganhar em todas as cotas da carroçaria, mas sobretudo se atentarmos ao facto desta diferença ser registada na capota e sobretudo, nos ailerons, afinal, a parte mais recuada de ambos.
Quanto à evolução técnica de ambos, parece termo-nos deparado com um certo retrocesso.
A primeira aventura mundial da tracção total à escala 1/32, aconteceu e tal como na realidade, com um Audi Quattro. Embalado por este modelo dos aneis alemães que começou a dominar o mundial de ralis, a Scalextric acabaria por inovar também no reino dos tracção total, com similar modelo.
Esta fazia-se pela inclusão de polias solidárias com as jantes, por onde corria um elástico, apenas um,  que ligava o eixo posterior de tracção directa ao motor, ao eixo da frente, proporcionando deste modo a transferência de potência desde o eixo posterior até ao eixo anterior.
Alguma ineficácia do sistema, levaria o fabricante a optar pela inclusão de duas correias, uma de cada lado no modelo seguinte, o Ford RS 200. Porém, nem assim a Scalextric sentiu a eficácia do sistema, o que os levaria mais tarde a reformular o conceito, acabando por desistir das correias, substituídas por eixos munidos de cremalheira, tanto atrás como à frente.
O primeiro Subaru foi um desses exemplos, onde através de motores munidos de veios alongados para a frente, se permitia que um segundo pinhão fizesse o seu ataque directo a uma cremalheira incluída no eixo anterior. Esta opção foi mantida por vários anos, até ser banida recentemente para os novos modelos de rali da Scalextric/SCX.

Retomou-se então o velho conceito dos Audi Quattro numa espécie de regresso às origens, mas com uma pequena nuance. Se as quatro jantes se vêm novamente solidárias a uma polia, aqui perde-se agora um dos eixos.
À imagem duma nova filosofia deste fabricante em que a generalidade das suas criações se vê isentada de eixo frontal, também estes novos WRC assim se viram projectados. Temos então modelos com rodas independentes à frente, o que obriga à utilização de dois elásticos, se pretendermos manter a efectivação da tracção total.

A manutenção do patilhão com mola, ajuda à inexistência de qualquer suspensão frontal, como forma de contornar as pequenas deformidades encontradas nas pistas. Contudo, o Yaris apresenta uma grande vantagem relativamente ao Puma. Munido este último de um chassis absolutamente rígido, o Toyota opta agora pelo velho sistema de berço para o motor, que mantém acoplado o eixo traseiro de tracção.  Permite isto alguma basculação do conjunto, o que se mostrará de enorme importância, aquando da sua utilização em pistas com grandes irregularidades.

Quanto aos pesos, continuamos a vêr o Ford em vantagem, ainda que por escassa margem.