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sábado, 13 de dezembro de 2025

O 330 P4, observado à lupa.

A mais recente apararição do Ferrari 330 P4 ao mercado, aguçou-me a apetência numa "caça ao defeito", em perceber como cada um dos fabricantes terá interpretado as mais belas linhas deste Sport Protótipo.

Num olhar generalista sobre a exposição da versão 1/24 ladeado pelos três mais pequenos rivais, dois deles Superslot e um Polistil, no imediato se percebe que algo destoa. Sim, há uma das tonalidades que se faz destacar. Um deles apresenta a famosa côr "vermelho Ferrari". Mas não nos deixemos enganar, porque naquela época, reportemo-nos a 1966/67, a Ferrari vestia-se de um vermelho mais velho, mais carregado, menos alegre, mais escuro. Constacto infelizmente, que a Policar/Slot.It, falhou. Sim, este pequeno gigante do slot, é que falhou.Mas, bolas, a Policar falhou outra vez? Reparo que o pequeno deflector aerodinâmico que deveria existir abaixo da campânola dos faróis, não existe. Outra falha de relevo, pois são raras as versões do P3/P4 que dispensam estes pequenos apêndices. Mas observando-os assim de cima e comparados lado-a-lado, percebo também a enorme disparidade entre ambos, na boca de escoamento de ar do radiador frontal. Sirvo-me para melhor análise e numa primeira inspecção, da versão BRM, por me parecer a todos os níveis, a mais fiável. E não tenho dúvidas quanto a mais um erro a apontar à criação italiana. De desenho errado, demasiado arredondada e ainda de pequena largura, fruto de uns guarda-lama demasiado largos, ganha apenas do que deixa à vista, o seu radiador propriamente dito, pois na versão da Superslot, este nem surge representado. Na BRM, de facto, perfeito, em desenho e proporções.Ao fixarmos a nossa atenção aos modelos observados sobre uma perspectiva superior, outro pormenor fixa a atenção dum olhar mais crítico. Tanta diferença existe entre cada um deles no óculo traseiro, que por certo algo estará errado. Ou melhor, a disparidade leva-me a questionar qual deles estará correcto. Haverá aqui necessidade de me socorrer de imagens do modelo real, para assim poder tirar dúvidas. Depois de alguma batalha com a internet, lá descobri imagens capazes de nos ajudar.     Detentor de um óculo quadradão, aqui na versão de Le Mans, afinal as versões dos minimodelos reproduzidos e aqui mostrados, comprova que uma vez mais no caso do Policar, este se mostra ridículo. Na verdade, existiram também assim, com aquele óculo, alguns modelos, mas não nas versões de Le Mans reproduzidas. Também os da Superslot apresentam algum erro, apesar de mais próximos da realidade.

Ainda referente ao Policar e a fazer-se notar pela negativa, é a inexistência das grelhas na extremidade superior do capô traseiro. Absolutamente incompreensível.
E quanto ao painel traseiro? Numa vista à versão real, nota-se a presença de uma lâmina de regulação aerodinâmica no seu limite superior.



Há, bolas, mais uma. Caput! Nem a Policar nem a Superslot se aperceberam da sua existência? Apenas a BRM a integrou no modelo. Mas a abertura traseira por onde se pode observar o pneu suplente, está melhor dimensionada na versão Policar, dos poucos pontos onde este se poderá destacar.
Mais outra nódoa na versão Policar no que respeita aos escapes. Prateados e não brancos como deveriam ser, erra ainda mais, quando representa as quatro pontas de igual tamanho. Na realidade, estas não são todas iguais, mostrando-se as superiores de menor comprimento.

Poderemos apontar ainda mais alguma falta de conformidade a este Policar, como a falta de um tampão do lado esquerdo, posicionado entre a porta e o capô traseiro e retrovisores mal representados. Mas não vale a pena referir mais pormenores de pequena monta, pois a imagem deste fabricante com a edição deste modelo, terá já ficado substancialmente manchada. Não fosse o seu desempenho dinâmico razoável e estaríamos perante um dos maiores flopes deste fabricante. Mau de mais, para quem atingiu o patamar que lhe conhecemos e que pretende em cada edição associar o binómio dinâmica a uma boa réplica. Os pergaminhos chamuscaram e pedia-se nais de quem já tanto nos deu e logo num tão carismático modelo. Quanto aos Superslot, encontra-se dentro das expectativas a que nos habituaram, com o pormenor do conjunto das jantes/pneus a mostrar-se o ponto fraco, pois existe demasiado pneu para tão pouca jante. Faz lembrar um tractor. Já a nova máquina da BRM, convence, mas a escala também ajuda.

sábado, 25 de junho de 2022

O BMW e seus rivais - BRM

A BRM produziu já modelos de elevada qualidade dinâmica. Se temos por um lado na série dedicada aos populares europeus os Simca 1000, Mini, NSU e Fiat Abarth 1000 TC, dotados de interessante dinamismo, por outro, estamos perante máquinas dotados de um ligeiro incremento de performance que marcam a diferença sobre os primeiros. Neste segundo patamar, podemos contar com os Ford Escort, Opel Kadett, Alfa Romeo e BMW 2002, podendo vir a entrar para esta preciosa lista dentro em breve, o Volkswagen Scirocco.
Mas será para já interessante perceber qual o patamar em que se inserirá o BMW, perante os seus directos rivais. Entre si, existirá um natural equilíbrio, visto repartirem uma comum mecânica a par cotas rigorosamente iguais. As novas carroçarias aparentam tratar-se de modelos mais largos, mas medidas as cotas de cada um, percebemos que a desigualdade se encontra apenas no desenho das carroçarias, pelo que poderá ser determinante entre eles, o peso final que cada um apresentará.
1,6gr, é a diferença registada entre as mais recentes versões, a favôr da versão de Le Mans, mas que não será determinante para que se defina por essa razão, que uma será melhor que a outra.
Aliás, registam todas elas pesos muito similares, pelo que se percebe que em termos competitivos, o que determinará a escolha da carroçaria para os pilotos, se prenderá sobretudo pela estética que melhor nos cairá no goto.

Mas quase 10gr já definem alguma vantagem e será determinante na hora de se optar pela melhor máquina de competição. E aqui, o Opel marca pontos a seu favôr.
Mas quase 14gr, representará uma vantagem ainda melhor e que é conseguida pelo Alfa Romeo.
O mesmo chassis para os BMW.
O Opel também leva vantagem na distância entre eixo traseiro/patilhão, já que maior.
Essa mesma medida, embora mais curta no Alfa Romeo, acontece pela diferença mínima, pelo que se torna desprezível.

As cotas e distribuição de massa da carroçaria do BMW também não o ajudam, já que dotado de uma carroçaria mais elevada do que qualquer uma das outras, incluindo o Ford Escort aqui não presente e a par de larguras máximas dos eixos similares em todos eles, tornam este interessante modelo não tão eficaz quanto os seus rivais, patamar esse onde o Alfa Romeo leva claramente de vencida os seus irmãos de catálogo, muito graças a uma carroçaria com um centro de gravidade altamente favorável e o seu mais reduzido peso final.
Apesar de tudo, trata-se de um modelo que pelo histórico que conseguiu amealhar nas competições por todo o mundo, jamais poderia faltar. Receamos que o mesmo venha a acontecer com os Ford Capri, onde o desenho da sua carroçaria o empurrará para a cauda dos menos competitivos. Já o mesmo não poderemos vir a dizer, caso se dignem trazer até nós o interessantíssimo BMW 2800 CS.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

FGT, o novo Ford GT da Sideways

 
Da categoria GT3, que na categoria dos slot car se integra nos modelos GT, esta nova criação da Sideways, era há já muito esperada. Mas a espera parece que valeu a pena...
Fornecido de base e há imagem das anteriores criações GT, vem sem o aileron montado. Constituído este pela pala principal e duas astes de apoio à carroçaria, necessita da sua posterior montagem. Como curiosidade, este fabricante fornece-nos a pala principal do aileron com o símbolo oval da "Ford", escondido debaixo de um autocolante preto e com a mesma forma. Após a sua fácil remoção, poderemos usufruir do modelo tal como existiu na realidade.
Após a separação da carroçaria do seu chassis, percebe-se que a mecânica cumpre com os anteriores registos desta série deste e a carroçaria apresenta os também habituais cuidados na procura de diminuição do seu peso.

22,2 gramas é um interessante registo para uma carroçaria dos complexos modelos GT.

Sendo uma série da Sideways que conta já com três distintos modelos, o Lamborghini Huracan, BMW M6 e agora o Ford GT, haverá necessidade de perceber em que posição se situará o agora chegado.
Com uma carroçaria extremamente baixa quando comparado com os outros dois, este Ford GT parece prometer intromissão séria entre os mais cotados exemplares desta categoria, não se excluindo a franca possibilidade de incomodar até, o Ferrari da Black Arrow.
A imagem inferior bem demonstra o verdadeiro potencial que as linhas desta carroçaria poderão vir a conferir-lhe, dada a extremamente baixa altura que ostenta, aliada a uma capota também ela extremamente estreita, o que tudo junto, contribuirá para o abaixamento do seu centro de gravidade. Por outro lado, beneficia também ainda da baixa altura assumida pelo seu aileron, afinal, um dos piores elementos com que qualquer carroçaria de slot se debate, contrariamente ao benefício tirado na realidade. Mas o melhor de tudo, poderá encontrar-se no centro do capô traseiro. Uma suigéneris linha de carroçaria nesta secção, permite o ganho já anteriormente apontado, com um centro de gravidade cada vez mais baixo, quando comparado com os seus rivais. 
Dotado de uma frente mais estreita, sentirá por isso um défice de apoio na hora da inserção em curva.
Relativamente às cotas traseiras, a equiparação é total quando confrontado com o Lamborghini. Não apresentamos aqui as comparações de cotas com o BMW, por se apresentar como o verdadeiro perdedor em quase todos os parâmetros.
Na imagem inferior, consegue perceber-se as enormes vantagens que o Ford GT poderá colher, com alturas favoráveis, melhor distribuição de pesos e ainda a existência de um aileron menos largo.

Mas a balança mostra que o ganhador é o Lamborghini, onde 1,6 gr poderão ainda ser melhorados, caso o regulamento permita a inclusão da bandeja porta pilotos em lexan. Isto porque, sendo este órgão do Lamborghuini substancialmente maior, não sendo exponencialmente maior o ganho, será contudo significativo.
Já o BMW será um verdadeiro tanque germânico, com uma perda de 2,2 gr para o Ford GT e de 4,3 gr quando comparado com o Lamborghini Huracan.
À laia de conclusão, poderemos dizer que a esperança num bom sucessor do Lamborghini é forte, mas existe também quase a certeza de que o Ferrari dominador de um grande número de campeonatos, poderá ter aqui encontrado um verdadeiro rival à sua altura.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

A mesma fórmula, para duas Formulas...

Tanto a Policar como a NSR enveredaram por uma solução em tudo idêntica, na tentativa de fazer renascer a Formula 1 no campo das competições slot car. Um único modelo em cada um dos fabricantes, obrigará a alguma personalização na tentativa de os fazer parecer um qualquer Formula que tivesse militado em cada uma das épocas. Mas se a NSR pautou a sua criação inspirada nos modelos que abrilhantaram o Mundial de Formula 1 entre 1986 e 1989, a Policar, através deste mesmo princípio, optou pela recriação dos mais actuais Formula 1. 
Mas se a ideia foi a mesma, a filosofia pela qual cada um dos fabricantes optou, diverge substancialmente. Apoiada a NSR numa mecânica convencional e com motorização de caixa grande em posição "Inline", a Policar aposta nos mesmos micromotores igualmente em linha e que equipam os Formula 1 clássicos da Slot.It, ao mesmo tempo que se apoia também na desmultiplicada transmissão dos modelos Slot.It.
E a questão que se levanta é, em qual dos dois conceitos recairá mais a aposta dos praticantes da modalidade? Os dois modelos apresentam-se com cotas deveras díspares, com a versão da Policar a mostrar-se mais estreita e bastante mais comprida, enquanto a criação NSR se mostra muito mais compacta. 
Parece que temos uma NSR muito mais cativante, pela aposta na mais convencional mecânica em que cada um de nós se sentirá muito mais à vontade. No entanto, se a mais estranha mecânica da Policar poderá criar alguns entraves entre os menos atrevidos preparadores, a Slot.It através dos seus Formula clássicos, já nos deu provas da verdadeira eficácia daquelas transmissões. Menos atractiva, parece mesmo ser a oferecida pelas suas motorizações, não capazes das mesmas elevadas performances.
E se há já quem tenha experimentado com bons resultados os Formula 1 da NSR, pode ser que a criação da Policar muito tenha para surpreender, dadas as suas ímpares cotas e distribuição de peso. A longa distâncias apresentada entre eixo traseiro e patilhão, poderá ter muito a surpreender numa inesperada dinâmica. E houvesse um motor que nos surpreendesse e certamente muito haveria a esperar.

O que valerá o Nissan Skyline da Slot.It?

Uma das últimas criações da Slot.It foi o interessante Nissan Skyline, mas que me deixou esta aposta algo perplexo, porque via nele um modelo com défice de potencial dinâmico, uma sensação meramente transmitida pelo aspecto geral da sua carroçaria.
Mas para que melhor o percebesse e conseguisse aquilatar as suas potencialidades e sem que tivesse havido ainda a possibilidade de o levar à pista, nada como um comparativo com algum modelo potencialmente equivalente e já com provas dadas. Peguei então no Alfa Romeo 155 V6 Ti, dada a mesma origem de fabricante e com os quais tivemos já muitos de nós, oportunidade de perceber o seu potencial valôr à escala reduzida. É verdade que estes dois exemplares se encontram munidos de origem da mesma motorização, mas na competição e para que se aumentasse o potencial deste Alfa apresentado neste artigo, este órgão acabaria por ser potenciado e substituído por um outro de outra origem, o que obrigou também à alteração do seu berço. Para este contacto comparativo, não houve necessidade de se proceder a esta troca no Nissan, visto este teste se restringir meramente a uma análise comparativa de cotas entre ambos.

Com uma carroçaria detentora de uma traseira mais curta e um pequeno aileron de pouquíssima altura, proporcionam clara vantagem ao modelo nipónico. A sua carroçaria permite também que a largura do eixo se torne ligeiramente favorável, enquanto a substancial menor altura da carroçaria, lhe proporcionarão pela certa um comportamento que lhe será favorável.

Um dos factores de primordial importância, costuma ser o peso dos mesmos e aqui, o Nissan com as suas 72,6 gr. ver-se-à largamente batido pelas 69,2 gr do modelo transalpino. E aqui, a medição foi feita a partir de modelos totalmente de origem.  

Perante estes factores, poderemos considerar que possa existir algum equilíbrio entre eles, mas o Nissan leva ainda outra vantagem. A distância entre eixo traseiro e patilhão, sendo maior no Skyline, favorecerá também este novato, pelo que acabará por me convencer e me leva a poder integrá-lo no mesmo rol dos fantásticos DTM editados por este fabricante italiano, no que respeita a performances. Como nota negativa, a maior altura da frente deste Nissan relativamente à pista, o que lhe causará algum desconfortável desequilíbrio que lhe proporcionará a desinteressante tendência para a cambalhota, por falta de apoio em curva. Mas a Slot.It não se desapercebeu deste pormenor e para anular essa tendência, faculta com estas máquinas uma espécie de calço/patim a ser montado nas extremidades laterais da frente, que tenderão a anular este desconforto a quem os pilotará.

Também é certo que aqui tivemos como modelo comparativo um dos piores exemplares desta categoria do desporto motorizado produzidos pela Slot.It, já que tanto as restantes versões deste 155, como o Opel Calibra e ainda o Mercedes 190 se mostram mais eficazes que o 155 aqui mostrado e que serviu de versão de lançamento da Slot.It nesta categoria. Mas é também certo que todas estas conjecturas poderão cair em saco roto, pois a verdade verdadinha, só mesmo o modelo a ser testado em pista. Mas a verdade também, é que parece que potêncial não lhe falta para que nos mostre características dinâmicas que nos possam impressionar. A vêr vamos...