domingo, 18 de dezembro de 2016

Fim-de-semana, em cheio

No penúltimo fim-de-semana do corrente mês, o GT Team Slot Clube levou a cabo uma prova destinada a modelos clássicos na sexta-feira, tendo no sábado decorrido outra, mas desta feita, uma resistência destinada a modelos clássicos de Fórmula 1 de origem Policar, no que terá sido uma estreia em Portugal para este tipo de modelos.
 A primeira prova do campeonato Clássicos Slot Car que tinha como aliciante ser destinado a equipas de dois pilotos, teve na dupla constituída por Rui Mota e Paulo Mendes os vencedores da prova de abertura, apesar da forte oposição de David Azevedo e David Fernandes, que completariam a mesma com o mesmo número de voltas. O terceiro degrau do pódio acabaria por ser preenchido pelos pilotos Ricardo Ferreira e Nuno Mendo que mostravam igualmente forte andamento e onde se percebia imenso progresso por parte deste último e a estrear-se neste tipo de categoria.

 Os Mc'Laren foram os protagonistas desta prova de abertura.
No pódio, eram Paulo Mendes e Rui Mota que ocupariam o degrau mais alto, embora a imagem não o demonstre.
 A prova de sábado teve como protagonistas os novos Lotus 72 da Policar, chegados a Portugal numa colaboração entre este clube e a IBB Auto Racing, com o propósito de divulgação destes mesmos modelos e fazer renascer a categoria destinada aos Fórmula 1.
 Tratavam-se de máquinas desconhecidas da totalidade dos participantes e a prova decorreu com os modelos a permanecerem fixos nas calhas, tendo os pilotos oportunidade de pilotar cada um deles.

 Os modelos encontravam-se na sua forma básica de comercialização, não tendo sido sujeitos a qualquer tipo de evolução, o que deixava no ar alguma apreensão, dado não se tratar de uma simples prova de velocidade. Estariam estes capazes de corresponder ao esforço que se lhes exigia?
 Depois de algumas voltas proporcionadas aos pilotos para que cada um percebesse o comportamento destas novas máquinas, fazia-se o sorteio para a ordem e calha que cada um dos pilotos assumiria para o seu arranque, após o qual se daria início a uma prova verdadeiramente surpresa.
Mas foi generalizada a agradabilidade destas que parecem tão frágeis máquinas. Apesar de um reconhecido comportamento diverso das restantes máquinas conhecidas, era no entanto fácil a adaptação ao tipo de condução exigido.
 A quantidade de pilotos presentes exigia também que se recorresse ao critério das calhas virtuais, o que vai sempre baralhando de alguma forma o lugar exacto em que cada piloto se situará na realidade.


 E ao fim da primeira manga, era perceptível o equilíbrio de andamentos imposto por um grande número de pilotos, mas só ao fim da totalidade dos turnos que cada piloto teria de cumprir, é que se poderia avaliar verdadeiramente o desempenho de cada um.

 A aparente fragilidade destes Lotus 72, não corresponde à realidade. Apesar dos vários impactos ocorridos, a maior das avarias ocorreria no Lotus conduzido na altura por César Amorim, quando uma das rodas traseiras se soltou. E isto aconteceu, porque estas são apenas de encaixe por pressão. E assim sendo, mais nos surpreendeu por ter acontecido apenas num dos modelos. E isto, sabendo-se que estes tinha já vindo de outro clube que os terá utilizado também. Portanto, apesar das rodas de tracção não serem de aperto, parece não constituir um grande problema.

 E a prova foi decorrendo e cada vez mais era comungada a ideia de que se tratam de carros de extrema agradabilidade e de surpreendente comportamento. O seu pequeno motor surpreende pela velocidade e não decepciona a sua capacidade de travagem. Talvez exista aqui uma ajuda suplementar, já que o seu complexo sistema de engrenagens permita algum acréscimo de  benéfico atrito.
E por falar em engrenagem, este era um dos aspectos mais temidos pelos participantes. Fugindo da habitual transferência de potência do motor para o eixo de tracção, através de um pinhão e uma cremalheira, aposta-se nesta nova série da Policar, numa desmultiplicação de pequenas cremalheiras e pinhões. O propósito desta existência ocorre, pela necessidade de diminuição da altura deste conjunto, permitindo-se assim uma maior realidade na reprodução dos órgãos do motor, sem que se recorra a deformações deste órgão. Mas o nosso receio, prendia-se apenas e só na dúvida de quanto aguentaria este complexo sistemas de engrenagens.
 O certo é que em nenhum dos modelos surgiram sinais de qualquer tipo de fadiga. Exemplares de princípio a fim, proporcionou a confiança necessária para nos convencer à sua integração no calendário de provas para a época que se avizinha.


 E os pilotos iam-se revezando e fazendo o melhor possível nos seus turnos de pilotagem, em que uns se adaptavam naturalmente, melhor do que outros.



 E calha após calha, lá se começavam a destacar aqueles que melhor conseguiam demonstrar a sua adaptação. Eram os casos de Paulo Mendes, Augusto Amorim, David Azevedo, Ricardo Ferreira.

 Naturalmente, sentiam-se menos adaptados à sua condução, os especialistas dos ralis e aqueles que por força das circunstâncias, são menores conhecedores deste difícil traçado Ninco de seis calhas.



 No final, Paulo Mendes acabaria por assumir a vitória, naquela que viria a ser uma verdadeira festa do slot e onde naturalmente terá contribuído em grande medida, o reconhecimento duma novidade que se mostrou brilhante.
 Os Lotus 72 são de facto uma agradabilíssima surpresa, estando uma vez mais a Slot.It de parabéns pelo surpreendente trabalho levado à prática com este projecto, contribuindo, cremos nisso, para o regresso dos interessantes campeonatos de Formula 1.
 Aqui fica também um publico agradecimento à IBB Auto Racing pelo excelente contributo proporcionado nesta jornada integrada na quadra natalícia.