terça-feira, 15 de novembro de 2016

O pêso dos anos...

Foi em 1991 que nasceram os icónicos modelos de TT por parte da Scalextric/SCX. Isto depois de uma tentativa falhada através dos seus modelos da série STS, que fugiam à habitual escala 1/32. Mais pequenos e sem rapidez, acabariam por se transformar num verdadeiro fiasco.
Mas a chegada do Peugeot 405 à habitual escala da restante linha deste fabricante, traria novo impulso, se bem que inglório na sua época.
Mais recentemente, a modalidade TT, um pouco por culpa do fabricante rival Ninco, ganharia novo ânimo, o que obrigaria a Scalextric/SCX a um novo empenho. Apoiado na antiga mecânica dos Peugeot 405, dos Buggy e ainda dos Nissan Patrol mas ligeiramente corrigida, este fabricante manteria viva a modalidade TT, algo esmorecido no entanto por parte deste fabricante, presentemente.

Mas vamos recuar a 1991, ano do surgimento do novo conceito trazido numa primeira referência da Scalextric através dos Buggy e posteriormente pelos Peugeot 405 e posteriormente pelos Nissan Patrol. Peguemos no 405 e compare-mo-lo com o mais recente chegado até nós, numa criação inicial da MSC e presentemente renomeada Scaleauto.
 O pêso dos anos é visível nos mais ínfimos pormenores. Super detalhada, a mais recente criação mais poderia ser vista como objecto de colecção do que própriamente como modelo indicado para a prática dos slot cars.
 A qualidade das linhas, grelhas e faróis é absolutamente notória.



 As mesmas referências à secção traseira podem ser apontadas, ainda que para uma diferença de 24 anos entre ambas, nos leve a perceber o quão perfeito se encontrava a versão da Scalextrioc/SCX.

 São inúmeros os pormenores que enriquecem o modelo MSC, pormenores esses que se estendem mesmo ao habitáculo do modelo.

 Substancialmente mais estreito, o Peugeot da Scalextric não deixa por isso de se comportar à altura, quando levado à aula prática.

 O conceito mecânico adoptado pela Scalextric, faz dele um exemplo no que se refere ao seu dinamismo, algo que nos espanta verdadeiramente, após a passagem de mais de duas décadas.
E pela questão temporal e pelas diferenças entre ambos, os dois merecem marcar lugar na mais distinta das prateleiras.