sábado, 20 de agosto de 2011

Dois históricos da Renault


A Renault foi a marca que mais rapidamente incorporou o espírito de realização de um modelo para as batalhas no mundo dos ralis e consequentemente do Campeonato do Mundo de Ralis.
E para esse fim, apresentou uma verdadeira surpresa, o Alpine A110.
Carro de reduzidas dimensões e um centro de gravidade bastante baixo, aliado a um motor traseiro e tracção também atrás, fizeram dele um modelo imbatível.

 Foram necessários dez anos até conseguir apresentar algo que se lhe pudesse comparar. Com o aparecimento do Renault 5 Turbo e com uma vitória em Monte Carlo em 1981, pensava-se que estaria aí o substituto do bem nascido A110.
Em 1981 Jean Ragnotti e o Renault 5 Turbo, deram o último êxito da marca no Rali de Monte-Carlo.
Infelizente, a Audi havia revolucionado este meio com a introdução das 4 rodas motrizes, o que veio abafar por completo os bons modelos de tracção às rodas traseiras existentes então.
O Maxi Turbo, a representação do canto do cisne por parte da Renault e constituindo uma natural evolução do 5 Turbo, não conseguiu disfarçar a diferença existente entre os dois conceitos.
 Mas para o Slot, foi com grande apresso que vimos chegar ambos os ícones da marca francesa. E foi por intermédio da Scalextric / SCX que nos chegaram tanto o A110 como o Maxi Turbo, o que muito me satisfaz por ser um dos fabricantes que com mais rigor explora a escala 1/32. E dada a fidelidade, é-nos possível fazer uma comparação entre comprimento, largura e altura entre ambos.
 E embora nos pareça um modelo muito mais curto, na verdade, o A110 acaba por ser surpreendentemente mais comprido que o Maxi Turbo.
 Em termos de altura, aqui a coisa já se inverte sendo o Maxi Turbo bem mais alto, o que leva a crer que o primeiro modelo da Renault deve ser um verdadeiro equilíbrio sobre o asfalto, apesar da sua baixa cilindrada e potência.
E no Slot, é garantido que tanto um como o outro são dois bons modelos para os nossos ralis à escala.