segunda-feira, 9 de maio de 2011

Porsche Can-Am

A Porsche, no saudoso campeonato que se celebrizou pelas deslocações entre o Canadá e os Estados Unidos da América do Norte e que por essa razão ficou conhecido por Campeonato Can-Am,  utilizou uma notável estrutura competitiva americana por intermédio do Team Penske Racing, a quem entregou os seus fantásticos modelos 917 para os desenvolver com a única finalidade de dominar o citado campeonato.
 E assim aconteceu com o primeiro desenvolvimento da marca que recebeu a designação de 917/10, uma poderosa máquina que arrasou por completo a concorrência, sobretudo a Mc'Laren que vinha dominando durante 5 anos consecutivos este campeonato.
1972 foi então o ano do domínio Porsche que justamente através da primeira versão deste modelo e do piloto George Follmer, haveriam de impor a categoria deste verdadeiro combatente do asfalto. Poderoso mecânicamente e suficientemente desenvolvido ao nível de chassis e aerodinâmica, impôs-se com facilidade aos anteriormente dominadores deste campeonato.
Através da Fly há já alguns anos, esta fantástica máquina foi-nos trazida para o mundo do Slot, onde para além do seu grande valor como maqueta, nunca conseguiu à semelhança do modelo verdadeiro, atingir o estrelato.

Mas o domínio deste modelo foi conseguido ainda no ano seguinte através da aposta numa evolução que o transformou no carro de corridas mais potente de sempre, onde pelo que rezam os anais, chegou a atingir os 1300 cv de potência.
Chamou-se agora, Porsche 917/30KL.
 Mais rebuscapo aerodinâmicamente, apresentava-se com linhas mais arredondadas e fluídas, onde sobretudo na secção traseira se viu prolongado até ao limite extremo do aileron.
Equipado com um super propulsor dotado de duplo Turbo, viu o ano de 1973 completamente dominado por esta imbatível máquina, de onde sairia vencedor desta vez Mark Donohue.
Porém, tal domínio tornou-se até escandaloso pela falta de oposição por parte da concorrência, o que levou a que os promotores deste campeopnato tivessem revisto os regulamentos, de forma a deixarem de fora esta portentosa máquina de corridas.
Mas para o Slot, havia de ser desta vez a Carrera a debruçar o seu interesse por este histórico campeão. Mas à semelhança da Fly, também este modelo vale mais sobretudo pela maqueta e significado que ostenta, do que própriamente por se tratar de um campeão do plástico.

Tratam-se no entanto para os apaixonados da marca e do Slot, de duas máquinas imperdíveis.
A Fly impôe todo um invejável requinte, numa peça de excelência quanto à totalidade da maqueta, enquanto a Carrera consegue no seu modelo, a ostentação de todo um brutal carro de competição.
 Tanto um como o outro apresentam silhuetas de grande agradabilidade e muita correcção de linhas.
 Substancialmente diferentes ao nível das suas linhas, não conseguem no entanto disfarçar as naturais semelhanças e a originalidade das suas linhas.
Na secção traseira a grande distinção surge no prolongamento da parte inferior do capôt-motor até ao alinhamento com a extremidade mais recuada do aileron, o que altera substancialmente o visual do modelo, mas sobretudo, melhora o fluxo aerodinâmico daquela secção do carro.
 O modelo Fly denota muito mais cuidados de reprodução e fidelidade relativamente o modelo que lhes deu origem.
 Os conceitos mecânicos são diversos, sendo o Carrera mais pesado também e muito mais munido de ímanes numa totalidade de três, ao invés da unidade da aposta da Fly.
Duas excelentes reproduções, embora interiramente vocacionadas para serem apreciadas em estantes....