terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O primeiro Faro, chega a Braga

O primeiro modelo da Faro, chegou a Braga. O Pai Natal, pela mão de Inês Morgado, enviou esta prendinha ao seu irmão, o nosso querido amigo Morgado.

 A primeira coisa que se estranha, é o facto deste construtor checo, editar um Ferrari, algo que sai das suas naturais tendências para modelos de leste, como os Tatra ou Skoda. Ora, um Ferrari, parece encontrar-se mesmo, fora de rota.
 No entanto, se calhar, uma bela aposta a puxar mais para o mundo ocidental, já que aquelas produções poderão não estar a convencer-nos. E através duma parceria com a Revell, chegou-se a este produto que poderá de alguma forma viabilizar a penetração nesta nossa Europa.
 Outra estranheza, para além duma língua que nem pouco, nem nada conseguimos perceber, por mais que tivesse procurado, nada encontrei que indiciasse tratar-se da sua referência. E assim, parece mesmo que este modelo e talvez todos os outros, não se encontrem referenciados, pelo menos nesta série de Ferrari's.
 O modelo encontra-se apresentável e com muito bom aspecto, ao nível da sua carroçaria.
 As jantes, de plástico e algo empenadas, possuem no entanto excelente aparência. Pena o empeno que acontece em todas elas, não permitirem um comportamento são do modelo, já que chegam mesmo as de trás, a tocar nas cavas das rodas.
 Descascado o modelo, encontramos uma carroçaria que já não se coaduna com os actuais preceitos de leveza, apresentando excessivo plástico.
 O chassis de inteira conceção da Faro, mostra-se longe das produções hoje em voga, aparentando-se mais como um brinquedo para crianças.
 De nítido inocente conceito, excessivo plástico e pouco desenvolvimento técnico, o chassis apresenta-se com um conjunto duplo, em que num deles se encontra o conjunto do motor, eixo traseiro e também o patilhão e no outro, apenas o eixo da frente.
 Separados, dá para perceber a concepção que a Faro concebeu.
 Motor de caixa pequena e dentro de tudo o que é mais banal, poderemos encontrar uma cremalheira plástica um pouco ao estilo do que outros fabricantes apresentam, como a MRRC por exemplo e até a Revell. No entanto, esta cremalheira casa na perfeição com o pinhão de latão de 9 dentes.

 A embalagem detém um cartão que certifica a ligação à Revell.
 O modelo é fixado à caixa por um curioso sistema. Uma chapa inserida no interior da caixa, é o suficiente para prender o modelo pelo íman que o equipa.
 As instruções, poderão ser uma forma de verdadeiro entretenimento para quem as quiser perceber, pois não consegui dali tirar mais do que mesmo muito pouco......o desenho, percebi....