terça-feira, 2 de abril de 2013

Porsche 917

A sigla 917 tem para a Porsche um significado muito especial, pelos inúmeros títulos conseguidos numa imensa diversidade de campeonatos.
Após os primeiros testes, o carro mostrava-se aterrador para os pilotos, pela brutalidade que estes mostravam ter, pois os seus chassis e travões não acompanhavam a necessária eficiência que lhes era exigida. Consideraram-no até, um carro assassino.
 Mas a Porsche desenvolveu-o, especialmente para conseguir a primeira vitória na mais famosa das provas de resistência. Le Mans.
1969 viu o primeiro desses modelos chegar à pista francesa com esse propósito e muito embora tenha conseguido pela primeira vez para a marca, a pole position, a vitória escapou-lhe.
Este cobiçado modelo, começou a ser tratado de diversas formas pelas privilegiadas equipas que o conseguiam adquirir, chegando mesmo a ver-se em 1971 uma versão, o 917/20, que acabou por se tornar em modelo único. A decoração que o vestiu, valeu-lhe a alcunha de "cochon rose" (porco rosa), bem elucidativa.
 Mas 1970 marcou para sempre uma etapa na marca alemã, pois foi através de um 917 que conseguiram mesmo a vitória em Le Mans, com o modelo mais básico do Team Austria. Neste ano, um segundo modelo desta mesma equipa, mas na versão cauda longa, conseguia também a obtenção da pole position, mas viria a ser a versão cauda curta a atingir o êxito maior, ao fim das 24 horas que compõem a prova.
 As evoluções sobre a base 917 tiveram continuidade e em 1971, chegava às pistas a versão Spyder. Nesse ano, esta versão conseguiu o título de campeã nas Interséries, através do piloto Leo Kinnunen.
 Chegou a existir uma destas versões em que o seu motor era constituído pela junção de dois blocos do motor base. No entanto, não passou da fase de protótipo.
 A versão cauda curta foi no entanto, aquela que mais êxitos de vulto viria a somar, tendo mesmo repetido o êxito em Le Mans, no ano seguinte, em 1971.
O Team de John Wyer que mais conhecido ficou por Team Gulf, conseguiu também êxitos redundantes, mas no continente Norte Americano, já que somou iguais vitórias em 1970 e 1971 nas 24 Horas de Daytona.
 Mas a brutalidade da potência destes monstros haveria de ser levada ao extremo, quando a Porsche se lembrou de dar continuidade ao modelo. Inscrevia na série Can-Am, a versão 917/10, um modelo que declarou de imediato guerra aos habituais dominadores daquele campeonato, como a Shadow e a Mc'Laren.
 1972 via assim este campeonato, com um novo fôlego proporcionado pela grande rivalidade criada aos habituiais dominadores.
 Foram inúmeras as vitórias conseguidas e o modelo começou a ser cobiçado por muitas equipas participantes, que o começaram a vulgarizar nas pistas. Surgia nas laterais do modelo a curiosa designação "Porsche + Audi", numa jogada comercial para dar a conhecer naquele continente, a marca Audi que começava a ser comercializada através dos standes da Porsche nos Estados Unidos da América.
 Mas a Porsche não parava e desejou mais ainda. 1973 viu surgir o top dos top's, quando através da última versão 917/30, exerceu um domínio avassalador que levou os promotores daquele campeonato a subverter as regras do jogo, conseguindo assim banir definitivamente este portento da pistas, que com os seus 1300 cv que debitava, não permitia veleidades ao mais fiel dos opositores.
 E foi assim que por fim, a sigla 917 se extinguiu também.
Felizmente para o slot, através da Le Mans Miniatures, da Fly e da Carrera, conseguimos reunir um pouco dos marcos dessa história do desporto automóvel.