sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Visto à lupa - Fiesta WRC SCX

 
 O rali da Suécia de 2011, prova de abertura do calendário do Mundial de Ralis, teve como vencedor Miko Hirvonen num Ford Fiesta WRC de última geração.
 O fabricante espanhol Scalextric / SCX que tem andado algo arredado da procura dos amantes das grandes competições de Slot, teve este modelo como uma das suas últimas criações e mesmo a última como modelo dirigido ao capítulo dos ralis.
 Com a referência A10029S300, temos então a reprodução deste que constitui um dos modelos Top do Mundial de Ralis, em mais uma reprodução dotada de tracção total e equipado com o habitual sistema de luzes.
 Reprodução bem conseguida, proporcionado e com acabamentos ao seu habitual nível, não haverá muito a apontar para além das imperfeições de acabamento da sua pintura e de uma cor vermelha que nos parece francamente, demasiado escura. Também o número 3 deveria encontrar-se numa cor bem mais viva.

 Dentro daquilo que têm sido os seus vulgares conceitos, encontramos então um chassis que se une à carroçaria através de 5 parafusos, algo em desuso para os mais actuais projectos de outros fabricantes.
 Um motor de duplo veio proporciona a tracção integral, que se faz através de pinhões de 9 e cremalheiras de 27 dentes, o que poderemos mesmo considerar esta relação, standard nesta marca.
 Também um conceito amplamente explorado pela SCX, é o seu sistema de passagem de corrente da pista até ao motor. Palhetas metálicas integradas no chassis, trazem a electricidade das patilhas até à sua transferência para o motor, feita aqui pelo encosto de chapas metálicas integradas no motor, às palhetas do chassis.
 Do mesmo modo, chapas metálicas integradas na carroçaria, proporcionam a transferência da corrente eléctrica existente nas chapas do chassis, para as placas de integrados onde se encontram os Led's, tanto das luzes de trás como da frente.

 A passagem de electricidade da pista para as chapas do chassis, fazem-se como habitualmente através das patilhas integradas no patilhão. Patilhas montadas em formato duplo e que pela sua passagem mais interior se ligam por contacto às chapas do chassis, permitindo assim que se alimente o motor do minimodelo. O patilhão possui interiormente uma fina mola que lhe permite o auto-centramento sempre que o modelo se encontre fora da calha. Por outro lado, as chapas que transmitem a passagem da corrente eléctrica até ao motor, sendo flexíveis nesta zona, funcionam também como mola do próprio patilhão, o que favorece e minimiza o prejuízo causado pela extrema rigidez e inflexibilidade de ambos os eixos.

 O motor, um RK 91, integra-se na linha de última geração de motores deste fabricante. Mais compacto ao nível da sua blindagem, vem agora dotado de carvões cravados em finas chapas, tornando-se por esta razão a parte mais sensível destas motorizações. Sem que o fabricante tenha ainda dado indicações técnicas relativas a estes novos motores e atendendo ao alerta de alguns leitores que o dão como um belíssimo motor, é muito provável que a bitola tenha sido o anterior RX91, modelo que equipou em exclusivo o Lancia Delta e que atingia a 21.500 rpm.

 Muitos casos existem de modelos da SCX, em que parte do seu chassis recorre a encaixe directamente na carroçaria. Assim acontece também neste Fiesta. Como se não bastassem já os 5 parafusos que complicam e de que maneira as desejáveis basculações entre carroçaria e chassis, ainda se aposta em mais este inconveniente sistema.
A grelha da frente que é parte integrante do chassis, encaixa na perfeição na grande boca existente na frente da carroçaria.
No entanto, trata-se de um irresistível modelo carregado da característica mística própria de um quase lendário fabricante.