sexta-feira, 23 de setembro de 2011

1/43 ou 1/32?

O modelismo e coleccionismo, encontra-se agregado a escalas pelo qual se fazem as réplicas de modo a haver uma correspondência de proporções entre o real e o que se pretende reproduzir.

 Costuma-se dizer que 1/43 é a escala rainha, aquela que marca a maioria dos coleccionadores de miniaturas automóvel. Hoje em dia tem se vindo a reparar num crescendo de outras escalas que têm estado a ganhar terreno. São os casos da escala 1/18 por exemplo, pelo grau de pormenor e realismo que se consegue dar às miniaturas. Porém, a escala 1/43 tem grandes vantagens. O espaço de exposição será talvez o maior dos argumentos, ganhando ainda maior força se lhe juntarmos a questão dos preços que normalmente são de menor monta.
 Mas a rainha das escalas quando entramos no nosso mundo do Slot, será então a 1/32. Convencionou-se à já longos anos que se tratava da melhor aposta para o domínio desta matéria. E apesar de réplicas também se tratarem, por vezes a questão de fidelidade de reprodução passa para segundo plano, por várias ordens de razão. Rentabilização de moldes e sobretudo, porque a fadiga dos acidentes acontecidos por estes modelos dinâmicos não justifica grande apuro de formas e pormenor, serão as principais razões. No entanto e porque hoje esta modalidade começou também a chamar a atenção de coleccionadores, cada vez mais vemos os fabricantes preocupados com essas questões de refinamento de linhas e pormenores.
 Mas de quando em vez assistimos a reproduções de Slot de bradar aos céus. Uma dessas passagens aconteceu com o reconhecido fabricante "Fly", aquando da edição do Porsche 917 LH, modelo que representa o participante nas 24 Horas e Le Mans em 1971. Na imagem de cima e à escala 1/43, surge esse modelo (Nº21) ao lado do seu irmão de linhagem e de participação, o Porsche 917 KH (Nº22). Absolutamente distintas, as frentes deste modelos nada têm em comum, para além do pára-brisas.
Em baixo, os mesmos dois modelos mas agora de produção Fly. Tal como se pode observar, os grupos ópticos são rigorosamente iguais. Incompreensível. Atendendo a que corrigiram a parte central do modelo onde surge um pequeno capôt, porque não corrigiram os faróis?
 Como se podem comparar em baixo, entre os modelos à escala 1/43 e 1/32 existem bastantes divergências. Embora de correcto capôt central, o modelo Fly falha em absoluto na interpretação e execução do posicionamento dos faróis e da forma das campânulas exteriores.
 Mas a miniatura de Slot regista ainda outras falhas na secção traseira. Aqui já serão mais facilmente entendíveis, uma vez que existiu um aproveitamento do molde do modelo de 1970, para depois editar as versões de 1971.
E como em cima se verifica, na miniatura à escala 1/43, as rodas traseiras surgem tapadas na sua metade superior, surgindo nessa zona um grande logótipo da Martini. No modelo de Slot, a roda encontra-se totalmente a descoberto, enquanto na parte superior desse mesmo capôt existem ainda duas grandes tomadas de ar, na realidade inexistentes. 
 Nestas duas imagens, confirma-se que entre ambos os modelos nada existe em comum, para além das portas e pára-brisas.
Atenção às reproduções caro leitor, se for daqueles que apreciam as boas reproduções. Mas se para si o importante é o bom desempenho do seu modelo de Slot, então bote lá para trás das costas essa mania dos pormenorzinhos....